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E se você pudesse escolher?

Onde você está buscando a felicidade: nas coisas que pode comprar com seu dinheiro? Ou nos seus objetivos de vida, nos seus sonhos? Será que a dificuldade em ser feliz não está na inversão de valores?

Escolher

Você já pensou por que age da forma que age? Quais emoções estão associadas às suas atitudes? Por que você trabalha onde trabalha? Por que é jornalista? Por que é professor? Por que é advogado? Por que é servidor público? Por que está onde está?

Acredito que, no fim, estamos todos em busca de felicidade. E existe uma pergunta famosa que acaba sempre recebendo uma resposta superficial: Será que o dinheiro irá comprar essa felicidade? “Não, o dinheiro não compra felicidade”. É difícil, no entanto, dar essa resposta de forma honesta, baseado no que realmente acreditamos. É difícil aceitar de verdade que o dinheiro não vai nos comprar felicidade.

O dinheiro é muito bom para comprar momentos de alegria. O problema é que se para ser feliz você depende dos momentos de alegria comprados com o dinheiro, irá necessitar cada vez de mais dinheiro para ser feliz, para manter a chama da alegria acesa continuamente. O ser humano é insaciável: quanto mais se tem, mais se quer.

Mantendo a alegria

Um carro popular é um grande objetivo que irá trazer muita alegria para quem nunca teve um carro. Quando essa pessoa comprar o carro popular, a alegria virá ao adquirir um carro mais potente, mais bonito. E quando tiver esse carro, a busca será então por um carro melhor ainda. E o carro satisfaz a busca pela felicidade? Ou apenas gera um momento de alegria e empolgação? Após 1 mês, 3 meses, 6 meses, aquela nova situação já está inserida em sua vida e você precisa de outra coisa para manter a alegria e a empolgação.

Ter o carro do ano irá te fazer feliz? Morar em uma casa bem maior irá te fazer feliz? Poder comprar qualquer roupa de qualquer loja irá te fazer feliz? Ter R$10 milhões irá te fazer feliz? Racionalmente: será que não vai acontecer exatamente como na situação acima, gerando a sensação inicial de alegria e empolgação que dura apenas alguns meses, ou até dias?

Será que as pessoas que possuem casarões e jatinhos são mais felizes que as que não possuem nem uma coisa nem outra? Seria Bill Gates, um dos homens mais ricos e poderosos do mundo, mais feliz que os outros porque tem o que tem? Seria o Obama mais feliz que os outros devido ao poder que tem?  Estamos falando de felicidade, não da sensação ilusória do prazer passageiro.

Absorvendo a novidade

O dinheiro é como uma droga: o contracheque é utilizado para comprar os prazeres de hoje, mas será insuficiente para manter os prazeres de amanhã. E aí será necessário trabalhar mais para receber mais para comprar prazeres mais caros. Prazeres esses que também se tornarão, aos poucos, descartáveis e, consequentemente, indiferentes na sua vida.

O dinheiro é importante? Sim, é importante ter recursos suficientes para viver. É importante dar a sua contribuição para a sociedade, o que, em retorno, te proporciona esses recursos. E isso é importante assim como a saúde é importante, a mente é importante, a espiritualidade é importante, a vida social é importante, conhecer a si mesmo é importante.

Ao afirmar que o dinheiro (e o que ele pode comprar) é o mais importante, é possível que você desperdice sua vida fazendo coisas que não gosta de fazer, apenas para adquirir dinheiro e gastá-lo com prazeres que amanhã se tornarão insuficientes e sem importância.

Sob esse ponto de vista, será que vale a pena trabalhar com algo que não gosta, por dinheiro, imaginando que isso vai ser compensado depois quando você puder comprar a “felicidade”? Vale a pena trocar o trabalho que gostaria realmente de estar fazendo por um outro qualquer, que não te dê prazer, apenas por um salário melhor no final do mês?

A importância do longo prazo!

É interessante como as coisas ficam mais claras quando pensamos no longo prazo. Imagine um jovem de 20 anos, com 35 anos de trabalho pela frente. Para esse jovem, o salário de um mês é uma resposta de curtíssimo prazo para uma situação de longo prazo.

Onde estão os sonhos desse jovem? O que ele desejará estar fazendo dentro de 10, 20, 30 anos? Será que passar 35 anos fazendo o que não gosta em troca de um bom contracheque é realmente o melhor que ele pode fazer da vida dele? Será que vale a pena trocar 35 anos de criação e vivência dos seus sonhos pessoais, por algo “morno” como um contracheque maior no final do mês?

Não acho que seja errado querer ter dinheiro. Não acho que ser ambicioso seja algo ruim. Acredito que é importante ter objetivos na vida e pode ser que vários desses objetivos estejam associados a dinheiro. Acredito, no entanto, que as decisões que tomamos hoje não podem e não devem estar subjugadas à variante “salário no final do mês”.

O que você seria?

Se dinheiro não fosse um problema, você estaria fazendo o que faz hoje? Estaria trabalhando onde trabalha? Seria jornalista? Professor? Advogado?  Funcionário público? Consultor? Desenhista? Artista? O que você seria? Quais são os seus sonhos?

O que você fez esse ano para se aproximar do que gostaria de ser?

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