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Evite as “surpresas” financeiras

Todo ano tem IPVA, todo ano tem IPTU,  todo ano tem o seguro do carro, todo ano tem os gastos com presentes de natal… Como fazer, então, para parar de ser surpreendido todo ano pelos gastos que acontecem todo ano?

Evite as “surpresas” financeiras

Você registra todos os seus gastos, divide-os em categorias e já não olha mais o saldo do banco. Você sabe exatamente o quanto entra e o quanto sai todo mês, e sabe inclusive pra onde que o dinheiro vai! Ótimo!

Mas, de repente, chega a maior festa do final do ano: o Natal. Presentes de Natal pro cônjuge, presentes pra mãe e pro pai, presentes pros filhos, amigo oculto do trabalho, amigo oculto dos amigos, amigo oculto da família… E aí você se pergunta: “De qual categoria vou tirar dinheiro pra bancar essa quantidade alta de gastos?”. De alguma forma você se vira, o próximo ano começa e aí o IPTU “te pega de surpresa”. Em seguida outros pagamentos te surpreendem: IPVA, gastos escolares (roupa, materiais), seguro do carro…

Todas essas despesas têm em comum o fato de serem gastos anuais. Você não possui categorias específicas para elas, já que não registram saídas todo mês. O planejamento mensal acaba sendo “furado” por esses gastos, que terão que ser pagos de uma forma ou de outra.

Normalmente, para pagar esses gastos, vejo as pessoas fazerem o seguinte: começam utilizando o 13o salário para os gastos dos presentes de Natal. O que sobra do 13o é  utilizado nas férias, ou para comprar uma TV nova, ou um computador novo, ou roupas…. Quando chegam os grandes gastos do início do ano (IPVA, IPTU, gastos escolares, etc.), a única opção que sobra é: entrar no cartão de crédito. Se você tem reservado algum dinheiro para algum sonho, ou para uma próxima viagem, pode ser também forçado a postergar esse plano, fazendo retiradas dali.

Mas se esses gastos são gastos anuais, porque você não pode simplesmente planejá-los?

A minha sugestão é dividir sempre esses gastos pelos 12 meses do ano, como se fossem gastos mensais, e fazer uma reserva mensal para eles, mesmo que o dinheiro não saia todo mês! Veja abaixo como fazer isso.

1. Identifique seus gastos anuais

Você tem grandes gastos com presentes de Natal? Você paga IPVA e IPTU? E os gastos escolares, gastos com o seguro e a manutenção do veículo, seguro DPVAT e licenciamento obrigatório, a contribuição sindical anual… No meu caso ainda pago o CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), por ser engenheiro, e também considero como gastos anuais outros gastos com presentes (dia das mães, dia dos pais, aniversários, etc.). Quais gastos seus se repetem todo ano e podem ser planejados antecipadamente?

2. Identifique o quando e o quanto de cada gasto anual

Para cada gasto anual, identifique quanto você gasta com ele por ano, e quando esse gasto será realizado. Digamos que você tenha feito as contas e chegou a R$600 para compras de presentes de Natal. O “quando” dos presentes de Natal é dezembro, e o quanto é R$600.

3. Defina o valor mensal

Para cada gasto anual, divida seu valor total por 12, para identificar quanto você precisa guardar por mês para esse gasto. No exemplo do Natal, você encontrará R$600 / 12 = R$50 por mês.

4. Defina o depósito inicial

Dependendo de quanto tempo falta para o gasto, é necessário realizar um depósito inicial para garantir seu primeiro planejamento. Por exemplo, se você for começar o planejamento dos gastos do presente de Natal em março, não adianta guardar R$50/mês, pois como você tem apenas 10 meses até o fim do ano, não conseguirá alcançar a meta de R$600 (R$50/mês x 10 meses = R$500). Nesse caso é necessário começar com um depósito inicial de R$100.

Se você começar o planejamento em julho, terá apenas 6 meses antes do Natal: R$50/mês x 6 meses = R$300. Será necessário um depósito inicial de R$300.

Para calcular o depósito inicial basta, então, multiplicar o valor mensal (R$50) pela quantidade de meses que faltam até o dia do gasto anual (12 – mês atual). A diferença desse valor para a sua meta (R$600) é a quantia que se deve ser depositada inicialmente.

É importante perceber que esse “depósito inicial” será necessário apenas na primeira vez que você planejar esse seu gasto anual. Na próxima vez você terá sempre os 12 meses para o próximo pagamento.

5. Crie as categorias e comece!

Você deve criar uma categoria para cada gasto anual. Ali deverá ser registrado tanto o depósito inicial como as reservas mensais. Para não gastar esse dinheiro, é importante que você esqueça o saldo do seu banco e faça as análise apenas a partir de suas categorias!

 

Quando chegar o Natal você vai ter outro tipo de surpresa, dessa vez muito boa: R$600 para gastar só com presentes, sem retirar das suas férias, sem retirar dos seus sonhos e, mais importante, sem entrar no cartão de crédito! Você vai ver como é bom quando chegam as contas anuais e você tem o dinheiro reservado direitinho para elas! Além disso, algumas contas, quando pagas à vista, ainda podem ter um grande desconto, sobrando mais dinheiro para você!

Você já foi “surpreendido” pelos gastos que acontecem todo ano?

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  • http://twitter.com/bcaliforniana Barbie Californiana

    Apesar de eu não ter boa parte desses gastos em meu orçamento, vou começar a fingir que tenho, pois assim me preparo para o futuro… valeu pelas dicas, Rafael! Elas são bem úteis. Abraços.

    • http://rafaeldanigno.com.br/ Rafael Danigno de Paula e Silv

      :) Abraços Barbie!