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Como acabei com meu medo de falar em público

Infelizmente, não nascemos todos preparados para ignorar o que pensam de nós. A boa notícia é que existem formas de contornar isso!

Medo de falar em público

Está quase na sua vez. Suas pernas estão bambas, sua mão está suando e seu coração bate forte, acompanhado por aquele famoso “frio na barriga”. “E se eles não gostarem? Se não for interessante o suficiente? Se não for engraçado o suficiente? Se eu gaguejar? Se eu falar alguma besteira? Se eu cair? Se algo der muito errado?”

“E se der um branco, e eu me esquecer de tudo?”

O segundo grupo

Lembro da minha época no colégio, quando tínhamos que apresentar algum trabalho para a turma. Era possível perceber claramente dois grupos distintos: o primeiro, o grupo das pessoas que não ligavam para nada, iam na frente fazer a sua apresentação e falavam à vontade como se fossem donas do palco; e o segundo, o grupo no qual se encontravam aqueles que tinham uma imensa dificuldade para falar em público, como se, ao cometer um erro, fossem morrer queimadas pelos malvados algozes da sala (os outros alunos).

Era fácil perceber em qual grupo cada aluno se encaixava; e eu, para meu desespero, fazia parte do segundo.

Hoje, passados mais de 10 anos, escrevo semanalmente para milhares de pessoas e dou palestras e cursos. Apesar de não me considerar parte do grupo dos “donos do palco”, tenho certeza que deixei o segundo grupo para trás.

Entendo que diversas atitudes me ajudaram a fazer tal transição, mas acredito que uma delas foi especialmente poderosa: mudei o meu foco, mudei o meu paradigma.

Mudança de paradigma

Como já escrevi em outro textoseu paradigma representa as razões internas, na maioria das vezes inconscientes, que regem as suas ações (externas). Enquanto você acreditar que alguém fez algo de muito errado, suas ações irão refletir essa opinião, mesmo que inconscientemente, e será preciso esforçar-se para não tratar mal esta pessoa. No momento, contudo, em que descobrir que na verdade essa pessoa foi injustiçada e não fez nada de errado, você automaticamente passará a trata-la bem, sem precisar de esforço algum.

No passado, sempre que precisava falar em público, focava justamente nas perguntas levantadas no início do texto: “E se eles não gostarem? Se não for interessante o suficiente? Se não for engraçado o suficiente? Se eu gaguejar? Se eu falar alguma besteira? Se eu cair? Se algo der muito errado?”.

Veja que, nesse caso, estava totalmente focado no eu, eu e eu. “Como eu ia me sair, o que iam achar de mim, e se eu errar…”.

Mudei este paradigma tirando o foco de mim e passando a focar no outro, ou seja, no público que me ouvia! Ao invés de pensar como eu ia me sair, passei a focar em: “como posso garantir que eles entendam?”, “como posso transmitir o melhor para eles?”, “qual a melhor forma de garantir que eles aprendam/compreendam?”.

Foco no outro

Perceba que o novo paradigma me ajudou a centrar no outro, a quem quero realmente ajudar. Assim, enquanto no primeiro caso minha maior preocupação era comigo mesmo (“tenho que aparecer bem na fita”), no segundo, essa preocupação passou a ser que o público recebesse o melhor que estivesse ao meu alcance!

Ao mudar meu paradigma duas coisas aconteceram: primeiro, tirei a pressão de cima de mim. Errar não era mais um problema contanto que a mensagem final fosse passada de forma clara; e segundo, mudando meu foco, mudei automaticamente minhas ações.

O público (inconscientemente) percebeu esta mudança e passou a responder de uma maneira mais positiva. É fato que apoiamos mais aquele que está querendo ajudar do que o que está querendo aparecer. Se o primeiro erra, não nos importamos com o erro, pois estamos mais focados na ajuda que ele está oferecendo; já se o segundo erra, aproveitamos para julgá-lo!

Quando dou um curso ou uma palestra, procuro me manter focado em ajudar. Enquanto eu estiver pensando no que estão achando de mim, vou estar focado no lugar errado, e estarei agindo com medo da opinião deles.

O Blog

Aqui no blog a situação é exatamente a mesma: se tentar escrever muito focado e preocupado com o que o público irá pensar, não sai nada, pois me torno inseguro, extremamente crítico e insatisfeito com meu trabalho. Por outro lado, no momento em que transfiro meu foco para o real objetivo do blog, que é ajudar as pessoas, as palavras fluem e eu consigo realizar um bom trabalho.

Para me ajudar a fazer isso procuro sempre ler o objetivo do blog antes de escrever os posts: “O objetivo deste blog é ajudar as pessoas a crescerem, a não viverem escondidas atrás do medo, a serem pessoas melhores, a atingirem seu potencial, a acreditarem em si mesmas, a realizarem o (que achavam ser) impossível, a serem felizes.”

Como a intenção é ajudar, o erro deixa de ser um grande problema, o que tira um grande peso das minhas costas e me permite focar no que realmente importa: você! :)

Como você se sente quando precisa expor suas opiniões em público? No que você foca?

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