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Saiba SE liderar – Na prática

Escrever meus pensamentos me ajudou a vencer uma fase difícil em minha vida. Se eu não tivesse feito isso, hoje esse blog não existiria.

Saiba SE liderar

No último post escrevi sobre como “conversei” com meu subconsciente quando precisei mudar algo em minha vida. Compartilho, nesse post, um exemplo de como passei por um momento difícil de minha vida utilizando essa técnica.

PS: se você não leu o último post, sugiro que o leia antes de prosseguir.

Até pouco tempo atrás, eu era uma pessoa muito tímida. No post “Não seja realista!” escrevo um pouco sobre como alguns pequenos traumas de infância afetaram minha adolescência, contribuindo para que me transformasse em um garoto com baixa autoestima e nenhuma autoconfiança.

Hoje, graças a Deus, consegui reverter essas características, e posso dizer que minhas autoestima e autoconfiança vão muito bem, obrigado!. Consegui essa mudança proativamente “conversando” (e escrevendo) com meu subconsciente, observando os 5 passos que descrevi no último post:

1. Se isole

Já escrevi no quarto, na varanda, na sala, na praia. Também já houve vezes em que fui de carro para lugares mais reservados (mas seguros), como, pra quem conhece Brasília, o Pontão, a Ponte JK, a ermida Dom Bosco. As vezes é bom sair fisicamente da rotina.

2. Faça uma oração

Não sei se é porque fui criado assim pelo meu pai, mas sempre que estou muito bem ou muito mal, Deus vem à minha cabeça automaticamente. Quando comecei essas conversas comigo mesmo, não muito consciente da ordem das coisas – ou do que eu estava fazendo – sempre rezava para que no fim tudo desse certo.

Gostaria de me estender aqui apenas um pouco mais nessa questão: acredito muito que Deus aja intensamente na minha vida. Tenho histórias (que posso compartilhar em outro momento) que me mostram como minha vida é cheia de maravilhosas “coincidências”.

De um jeito ou de outro, orações sempre me ajudaram a me acalmar nos momentos em que eu estava bastante aflito.

3. Comece a escrever livremente

“Ontem fui mais uma vez atingido por aquele sentimento de que não valho nada. É incrível como fico mal, como me sinto fraco, como me sinto pequeno quando isso acontece. Estávamos os 4 conversando e eu não conseguia opinar sobre nada. Tudo que vinha na minha cabeça era ‘minha opinião não vale nada’, ‘qualquer coisa que eu falar eles vão rir`. É um sentimento horrível que não me deixa ser eu de verdade. É horrível estar em uma roda e não conseguir ser autêntico, não conseguir se expressar. Me sinto como se  fosse fisicamente menor que os outros, como se fosse realmente pior.”

Veja a descrição dos sentimentos, do momento, das lembranças. É como uma tentativa de se concretizar algo abstrato. Observe que a linguagem usada é livre e sem censura, como surge na mente, passada exatamente igual para o papel. Quando releio é como se estivesse lendo minha mente no momento em que escrevi.

É importante perceber também que é um texto escrito da forma mais honesta possível, tendo certeza que não será lido por ninguém. Para postar esse texto no blog, por exemplo, tive que fazer algumas pequenas alterações. Eu realmente não teria coragem de colocar o texto da forma exata como foi escrito (seria pessoal demais).

4. Pergunte-se os “porquês”

“Porque eu me sinto pequeno? Porque acho que eles são melhores que eu de alguma forma? Será que eu sou realmente pior? Mas porque eu seria pior que eles? É óbvio que eu não sou pior que eles. Porque tenho então medo de me expressar? Porque não tenho confiança no que vou falar? Será que não estou dando valor demais para a opinião deles? Mas eu nem dei tempo para eles opinarem, não me arrisquei. Será que é tudo relacionado a medo? Tenho medo de me julgarem? Tenho medo de não me darem valor? Tenho medo da opinião deles?”

O texto foi reduzido para colocar aqui no blog. Não há um tamanho certo, basta você chegar até o ponto em que ache ser o cerne da questão. Pode ser que seja rápido, como um parágrafo, ou pode ser que necessite de uma análise mais profunda, exigindo algumas folhas. Assim como no ponto anterior, também aqui tive que fazer pequenas alterações no conteúdo.

Veja novamente que a linguagem é a do pensamento, sem preocupações estéticas ou outras quaisquer. É como se não houvesse tempo para analisar, para repensar. Esqueça a tecla de apagar e deixe as perguntas fluírem. Deixe-se ser levado pelo seu fluxo de pensamentos. Perceba que não é importante escrever um texto bonito, ter boa tabulação, pontuação etc. O importante é que você consiga reler e entender. E que, acima de tudo, seja sincero consigo mesmo. Escreva apenas no que acreditar de verdade.

5. Trabalhe a real razão do seu problema

“Então tenho medo da opinião dos outros. Ótimo, sou normal. Estranhos são os que não tem medo nenhum. Tenho que saber diferenciar as pessoas e dar valor à opinião dos que realmente importam. Se são desconhecidos, a opinião deles pouco me importa. Se não gostarem de mim, que assim seja, provavelmente nunca mais vou encontra-los. E se não gostam de mim, é problema deles, pois conheço meus pontos positivos, sei que tem muita gente que gosta de mim e que me acha um cara legal. No fim, se não gostam de mim, azar o deles. Existem outras bilhões de pessoas no mundo que podem ter opiniões diferentes. A minha identidade é única, dada a mim por Deus. Se o que eu falo é besteira, vou aprender errando, para não falar mais besteira amanhã. Mas sem falar nada vou viver no medo, escondido atrás do silêncio. E passar o resto da vida assim, não dá.“

Mais uma vez reduzi o tamanho do texto para caber em um post e alterei o conteúdo original. É muito importante que você saia de sua “conversa íntima” plenamente convencido. Para isso, você deve se direcionar para as explicações que lhe convençam. Cada um tem suas próprias raízes, seus próprios pontos de motivação. Utilize-os ao máximo.

 

Hoje, minha autoconfiança está em 100%? Não, ainda tenho um longo caminho a percorrer. No entanto, sei que ela não é mais um grande problema para mim, como já foi um dia. Não é  mais algo que atrapalhe a minha vida. Segui esses passos inúmeras vezes, até que um dia esse ponto deixou de me incomodar.

Se eu não tivesse feito isso, provavelmente hoje não teria a autoconfiança necessária para escrever esse blog. Na prática, acabei sendo um bom líder para mim mesmo.

Você, alguma vez, já colocou no papel seus sentimentos? Como foi pra você?

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