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Não trabalhe “para”, trabalhe “com” sua empresa

Você entende a diferença entre trabalhar “para” sua empresa e trabalhar “com” sua empresa? Você saber por que alguns são promovidos, enquanto outros não?

Funcionário Classe A

Dizem que o melhor funcionário é o que se sente de alguma forma dono da empresa onde trabalha. Esse funcionário, por qualquer razão que seja, trabalha não somente pelo dinheiro, mas principalmente por um ideal. O esforço inicial desse funcionário pode ser comprado por um alto salário, mas não é o bom salário que explica a continuidade do esforço em sua rotina de trabalho.

Esse tipo de funcionário, chamado aqui de funcionário Classe A, além de se sentir dono, sente também que todos na empresa são seus colegas, independentemente da posição que ocupem na escala hierárquica. Apesar de respeitar a hierarquia, esse funcionário considera que todos são uma grande equipe em busca do mesmo objetivo. Esse funcionário trabalha “com” a empresa, trabalha “com” seus colegas, trabalha “com” seu chefe.

Existe também o outro tipo de funcionário, funcionário Classe B, que trabalha “para” a empresa, “para” seu chefe. Esse funcionário trabalha como se fosse um prestador de serviços, como se fosse um “terceiro” alocado dentro da empresa. Ele não entende a empresa como a tal “grande equipe com um único fim”, mas sim como indivíduos que estão procurando separadamente atingir seus próprios objetivos.

Atitude Classe A x Classe B

Imagine que seu chefe vai receber alguns importantes empresários estrangeiros e gostaria de oferecer frutas tropicais a eles. Ele, então, lhe pede que você vá ao mercado da esquina, veja se tem coco e quanto custa.

Um funcionário Classe B, que trabalha “para” o chefe, vai ao mercado da esquina e traz para o chefe as informações pedidas: se tem ou não coco, e o seu valor.

Um funcionário Classe A, que trabalha “com” a empresa, que considera seu chefe como um colega, vai além. Ele consegue para o chefe as informações pedidas: se tem ou não coco, e seu valor. Ele informa também quantos cocos o mercado tem disponível. Informa, também, se tem outras frutas tropicais, com seus respectivos preços e quantidades disponíveis. Preocupando-se com o gasto que a empresa terá, ele verifique e informa ao chefe, ainda, os preços e quantidades disponíveis das mesmas frutas em outros mercados.

Veja que o funcionário que trabalha “para” a empresa está automaticamente focado na tarefa. Ele não se sente responsável pelo resultado, mas somente pela atividade que deve executar. O funcionário que trabalha “para” a empresa sente que está fazendo um favor, e que sua responsabilidade é limitada ao que lhe foi pedido. Ou seja, busca reduzir ao máximo sua responsabilidade.

Ele não é um mau funcionário, já que executa a atividade conforme pedido, mas é apenas um funcionário Classe B.

O funcionário que trabalha “com” a empresa pensa diferente. Ele se sente responsável pelo resultado final da empresa. Ele entende que faz parte da empresa, e que não é apenas um prestador de serviços. O funcionário que trabalha “com” a empresa procura entender não só o que ele tem que fazer, mas também porque ele tem que fazer.

O funcionário Classe A puxa a responsabilidade para si. Ele entende a participação que tem no resultado e sabe que contribuindo com seu melhor poderá ajudar muito mais sua “equipe” (empresa). Ele entende que o resultado afetará a todos. Sentir-se como uma parte importante da “equipe” é como sentir-se dono do negócio, o que permite que sua capacidade seja testada e aproveitada ao máximo.

Sentir diferente para agir diferente

O importante aqui é o “sentimento”. Se você sente que está trabalhando “para” seu chefe, “para” sua empresa, você acabará agindo como um funcionário Classe B. Se, no entanto, você sente sua empresa como uma grande equipe, sua atenção é maior, sua força de vontade é maior. O sentimento de equipe torna mais fácil ter disciplina, faz com que as ideias e a criatividade fluam livremente.

Desenvolver esse sentimento depende principalmente do próprio funcionário, mas pode ser muito facilitado pela forma como a empresa é gerida.

Existem atividades que necessitam de funcionários Classe B, que apenas executem o que foi pedido, trabalhando “para” a empresa. Outras atividades, por sua vez, necessitam de funcionários Classe A, que pensem além, que inovem, que sejam criativos, que trabalhem “com” a empresa.

Existe mercado para ambos os tipos de funcionários. No entanto, funcionários Classe A normalmente fazem trabalhos mais interessantes, têm salários melhores e são  promovidos com maior frequência que funcionários Classe B.

Como você se sente com relação a sua empresa? Você se sente “dono” ou se sente como um “terceiro”?

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