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A importância da fé para realizar seus sonhos

Conto aqui a história de como desenvolver minha fé foi essencial para dar os passos mais importantes na direção dos meus sonhos.

A importância da fé para realizar seus sonhos

“Mas ? Porque você tem que usar a palavra ?”. Esse foi o primeiro comentário de uma senhora que assistia a uma de minhas palestras. De acordo com ela eu havia dado um tom “religioso” a um assunto que era para ser mais “neutro”.

A associação feita pela senhora, entre fé e religião, não é algo incomum, principalmente porque os momentos em que mais ouvimos falar sobre fé ocorrem durante a prática de alguma atividade ligada a religião.

De acordo com a Wikipédia, fé é “a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta ideia ou fonte de transmissão”.

A partir da definição acima, é possível perceber porque a fé parece estar bastante ligada às religiões. No entanto, é possível também perceber que ela não é essencialmente “religiosa”.

Fé, mais que um desejo, é a esperança por algo melhor. Enquanto o ato de acreditar tem raízes na mente, a tem raízes no coração.

O impacto da fé na minha vida

Em 2012 comecei a investir mais tempo em entender o que eu realmente queria para mim. Meus sonhos começaram a ganhar mais peso, a se tornar desejos mais concretos. Meu nível de comprometimento com eles aumentou de forma considerável, até o ponto em que eu sabia que teria que mudar significativamente algumas coisas em minha vida.

Uma das mudanças mais radicais estava relacionada à minha situação profissional de “empregado”.

Ganhando um salário razoavelmente bom, estava sempre protegido pelo “véu da segurança” composto pelo salário certo no final do mês, pelas férias, pelos 13º salários, pelas leis trabalhistas e, em caso de possível demissão, pelo FGTS, multa rescisória e seguro desemprego. O pacote completo para não arriscar nada!

No entanto, no caminho para os meus sonhos não havia espaço para toda essa segurança. Eu entendia que várias portas poderiam se abrir ao trocar a posição de empregado pela de empreendedor, enquanto que eu sabia também que diversas portas – como a da segurança – iriam se fechar.

Foi no momento em que decidi que as mudanças iam realmente acontecer e coloquei um prazo para elas, que o medo começou a incomodar.

O medo irracional

Tinha sido fácil saber que algumas coisas iam ter que ser mudadas e que as mudanças, provavelmente, me levariam para onde eu queria. Quando, no entanto, comecei a ter certeza que as coisas iam acontecer, quando elas ganharam data, quando ganharam forma em minha imaginação (a visão do pedido de demissão, por exemplo),  veio, como parte desse pacote, o medo de que tudo poderia dar errado.

Sendo o mais honesto possível: esse medo é um porre. Ele fica na sua cabeça criando um monte de “e se” para cada pequena questão, te fazendo acreditar nas mais improváveis situações, onde, claro, tudo o que você faz dá errado. E se você não tomar cuidado, ele te domina e você fica na inércia, postergando a mudança.

Postergar a mudança é a coisa mais fácil do mundo! Afinal de contas, basta continuar fazendo o que você já faz no dia a dia, basta continuar na sua segurança, basta continuar vivendo confortavelmente como você já vive. É fácil porque por mais que você queira mudar algumas questões, por mais que tenha coisas no seu dia de que não goste, que queria que fossem diferentes, você já se acostumou com elas.

Se você deseja realmente mudar, se seu sonho é significativo o suficiente, mas seu racional está tomado pelo medo da mudança, só existe um caminho a seguir para dar o primeiro passo adiante: ter fé.

Vá com o pé que Deus vai com o chão

Acho espetacular essa frase: “Vá com o pé que Deus vai com o chão”. É o famoso “salto de fé”. E foi assim que eu atravessei aquela fase do medo irracional, a fase da inércia.

Foi assim que, em um dos momentos mais significativos da mudança que eu tinha que fazer, tomei a coragem de ir ao escritório do meu chefe e pedir demissão. Foi assim que deixei para trás o “véu da segurança” e entrei pela porta que me levaria na direção dos meus sonhos.

Acredito que a fé, apesar de não ser algo essencialmente de religião, é espiritual, é psicológica e é emocional. Tenho um grande amigo que não se identifica com nenhuma religião e, no entanto, possui uma fé invejável.

Meu caminho, no entanto, foi me apoiar em minha religião. Passei a desenvolver minha fé a partir das minhas crenças e foi ela que me levou a ter coragem para fazer as mudanças que eu acreditava que deviam ser feitas.

Procurei fazer o máximo de planejamento possível, claro, mas foi a fé de que as coisas dariam certo que me fez vencer o medo irracional da mudança. Fui com o pé “na fé” na certeza de que Deus iria com o chão.

A fé e os seus sonhos

Você possui sonhos? Você gostaria que sua vida fosse diferente? No último mês, quantos passos você deu na direção dos seus sonhos?

Ter fé é a forma de não se desistir. Se você estiver indo atrás dos seus sonhos, e essa busca for realmente desafiadora, você provavelmente enfrentará diversos obstáculos significativos. O principal atributo que vai ajudá-lo a não desistir é ter fé que as coisas irão dar certo.

Os passos impactantes que representam grandes degraus na direção dos seus sonhos, como foi o meu pedido de demissão, podem ser verdadeiros desafios.

Seria possível você estar “criando” razões para não subir esses degraus, baseando-se no medo da mudança? Será que esse tempo todo sem uma real mudança em direção aos seus sonhos não pode ser explicada pela falta de fé?

 

Como afirmou Henry Ford: “Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo”. Busque desenvolver sua fé, escolha pensar “que pode”, esteja certo e viva o impossível!

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