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Sonho ou vida: um sonho de vida

Guest post escrito por Ana Karenina.

Esses dias recebi de um amigo querido um link de um vídeo que fazia a seguinte pergunta: o que você gostaria de fazer se o dinheiro não fosse um problema? Essa, creio eu, é a pergunta mais essencial na vida de uma pessoa.

sonho de vida

Acho que a gente nem se pergunta isso. E de repente se vê vivendo e sobrevivendo aos apelos da vida diária. Mas caminhando muito pouco para aquilo que de verdade nos move, para os nossos maiores sonhos.

Li um artigo que dizia que a maior parte do nosso tempo passamos no trabalho. Ou seja, a gente gasta nossas melhores horas, nossa maior parcela de vida trabalhando. E que angustiante seria se essas melhores horas estivessem passando em um lugar que não nos agrada, fazendo coisas que não nos satisfazem pela simples necessidade de pagar as contas no fim do mês.

Claro que a necessidade de sustento é imprescindível. Ninguém vive de puros sonhos somente.  E as contas não esperam você decidir se tem dinheiro ou não, elas simplesmente vencem. Mas o dinheiro está aí para quem quiser. Basta buscar.  O importante é definir como essa busca será feita.

Aí vem aquela frase que já está virando clichê: “Trabalhe com aquilo que gostes e não terás que trabalhar nem um dia.” Acho muito interessante isso, e é a pura verdade mesmo. Quando se faz o que gosta, não parece trabalho. As horas passam voando, a motivação grita no peito e o salário parece realmente uma realização.

Do contrário, quando fazemos algo só para ter dinheiro, ele vira objetivo de vida. E basear toda sua vida em ter um salário, mesmo que isso signifique abrir mão dos seus sonhos e da sua identidade, é um preço muito alto a se pagar pela insatisfação.

Mais do que ter um salário fantástico e que pague os luxos que eu acho que mereço, é importante saber que não existe prazer maior do que ser reconhecido por aquilo que se faz. E todos nós buscamos e merecemos essa realização profissional.

E eu me questionava esses dias se poderia ter um emprego para pagar minhas contas e fazer em outros horários aquilo que de verdade me move, aquilo para o qual nasci. E a resposta que tive foi outra pergunta: porque não posso pagar minhas contas com aquilo que me move e para o qual nasci?

Às vezes isso tudo soa como palestra motivacional. Daquelas que você escuta, se empolga, e depois volta para a realidade. Mas a verdade é que estamos tão acostumados a renegar nossos sonhos em prol de uma estabilidade relativa que fica muito difícil simplesmente seguir a intuição. Parece loucura mesmo. Muitas vezes até ingenuidade.

No entanto, acho que é melhor ser taxada de louca e ingênua por viver demais e seguir os seus sonhos, do que ter que viver com o arrependimento de não saber nunca o que teria acontecido se os tivesse realizado. A vida é muito curta para colecionar arrependimentos.

E pra mim, de tudo, fica uma certeza: sim, você pode querer o que você quer. Você é capaz de realizar o que imaginou. Projete sua vida, pense qual seria a vida ideal para você e corra atrás disso. E você terá não só a vida que sonhou, mas uma vida cheia de sonhos possíveis.

 

Ana KareninaAna Karenina é escritora do blog E Vou Vivendo…, “um blog de reflexões, pensamentos e devaneios, com um pouco de experiências e um monte de teorias. Recheado de histórias, fatos e suposições, não é necessariamente temático, mas tem como assunto principal a vida, sua dinamicidade e as diversas formas de vivê-la.”

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  • Barbie Californiana

    “Se você disser que ganhar dinheiro é a coisa mais importante, você vai gastar a sua vida desperdiçando completamente o seu tempo.” … fazer o que não gosta por dinheiro é estúpido! Poxa, o vídeo é sensacional, não me admiro que Ana Karenina tenha se motivado por ele para escrever esse texto tão significativo. Legal você ter compartilhado aqui, Rafael! Abraços e tenha uma excelente semana.

    • http://rafaeldanigno.com.br/ Rafael Danigno de Paula e Silv

      Que bom que gostou! Abraços e boa semana!